Tabagismo no Brasil
- No Brasil, 200 mil mortes anuais são causadas pelo tabagismo.
- Hoje, 16% da população brasileira adulta é fumante.
- Isso representa uma diminuição de quase 50% no número de fumantes desde 1989.
- Os homens apresentaram prevalências mais elevadas de fumantes do que as mulheres.
- A concentração de fumantes é maior entre as pessoas com menos de oito anos de estudo do que entre pessoas com oito ou mais anos de estudo.
- O cigarro brasileiro é o 6º mais barato do mundo.
- Cerca de 8% dos gastos com internação e quimioterapia no Sistema Único de Saúde são atribuídos a doenças relacionadas ao consumo do tabaco.
- Somente com esses dois procedimentos, o governo gasta R$ 338,6 milhões para tratar doenças relacionadas ao consumo do tabaco.
Tabagismo no mundo
- O tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo.
- A OMS estima que 1 bilhão e 200 milhões de pessoas sejam fumantes.
- No mundo, os homens também apresentaram prevalências mais elevadas de fumantes do que as mulheres.
- O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu 4,9 milhões de mortes anuais.
- Esse número aumentará para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030.
Doenças associadas ao uso dos derivados do tabaco
São mais de 50 doenças relacionadas ao consumo do tabaco. O tabagismo está relacionado a:
- 25% das mortes causadas por doença coronariana - angina e infarto do miocárdio;
- 45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa etária abaixo dos 60 anos;
- 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos;
- 85% das mortes causadas por bronquite e enfisema;
- 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos);
- 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero);
- 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral).
O tabagismo ainda pode causar:
- impotência sexual no homem;
- complicações na gravidez;
- aneurismas arteriais;
- úlcera do aparelho digestivo;
- infecções respiratórias.
Estatísticas revelam que os fumantes comparados aos não-fumantes, apresentam risco:
- 10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão;
- 5 vezes maior de sofrer infarto;
- 5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar;
- 2 vezes maior de sofrer derrame cerebral.
Fonte: www.inca.gov.br/tabagismo
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Até agora...
Eu comecei o blog resumindo minha "história de fumante" e acabei não fazendo o diário de como me senti nesses dias de fato, mas vou relatar agora como foram esses primeiros 3 dias sem cigarro.
1º ao 3º dia
Decidi que iria parar de vez no domingo, dia 12. Escolhi domingo porque não é segunda-feira. Tudo que eu deixava pra "segunda-feira eu começo" eu nunca consegui! Então domingo foi o dia escolhido. Acordei domingo com ressaca de sábado mas determinado a não fumar. Não fiz nada o dia inteiro, só fui ao cinema com minha namorada assistir ao filme De repente, pai! (o qual eu indico demais, muito legal!). Dormi e não senti nenhuma vontade de fumar durante o dia. Que coisa boa, parece que vai ser fácil...
O segundo dia foi o primeiro dia de trabalho depois do fim das minhas férias. Há muito tempo não fumo cigarro pela manhã (desde que decidi diminuir o cigarro), então a manhã foi bem tranquila. Sempre fui acostumado a fumar um cigarro enquanto dirigia para casa no horário do almoço. Eu senti falta de fumar nessa hora mas afastei o pensamento. Desde o fim de 2012 que eu também não fumo no trabalho, mas agora com 2 dias sem fumar já dá vontade de tragar até a fumaça do café pós-almoço. Ah sim, uma grande dica! Tome água! Muita água! De preferência gelada! Não sei porque, mas está me ajudando.
Até o 3º dia, eu não tinha contado pra ninguém da minha decisão de parar de fumar. Provavelmente por achar que eu ia voltar a fumar e, se alguém já soubesse, ia pensar que eu sou um fracassado. (um grande erro, já que pesquisas apontam que até conseguir parar de fumar de vez, os ex-fumantes fizeram 3 ou 4 tentativas) (pesquisas também apontam que as pessoas acreditam em tudo que começa com "pesquisas apontam"). E aí acho que fiz o que mais vai me ajudar a parar de fumar! Contei pra todo mundo. Literalmente para o mundo inteiro já que o blog está na internet e e a internet está no mundo, etc... vocês entenderam! Mas não foi fácil! Enquanto eu escrevia o texto pro blog minha vontade de fumar só aumentou ao invés de reduzir. E sabe o que eu fiz? Tomei água. Na verdade, após o almoço eu tomei um copo bem grande de café e a cafeína me lembrou da nicotina que me lembrou do cigarro e eu não lembrei mais de nada. Mas não fumei!
Postei ontem uma informação do INCA (Instituto Nacional de Câncer) sobre os benefícios de ficar sem fumar e já percebi melhoras realmente. Pela minha experiência de ter tentado parar anteriormente, se eu não tomar cuidado, acabo engordando mais 10 quilos. E aí vou morrer pelo coração e não pelo pulmão. Decidi voltar a caminhar, ainda no começo, de leve. Aquele meu amigo que me incentivou em 2012 está me chamando para participar de uma prova de 5km. Ainda não dou conta, mas sem cigarro e voltando às atividades físicas, completarei essa minha meta de corrida rapidamente.
Fui comprar o Bup (que ajuda na ansiedade), Nicorette (chiclete) e Niquitin (adesivo) na farmácia e sabe o que que eu descobri? Que é mais barato fumar do que parar de fumar... kkkkkkkkkkkkkkkk.
Fiz uma caminhada com corridinha leve e aliviou minha ansiedade. Aproveitei para dormir cedo para evitar qualquer recaída. Ainda não estou usando nenhum remédio, adesivo ou nada parecido. Mas hoje ainda é quarta-feira de manhã, ou seja, estou mais perto do fim de semana que passou do que do que está para chegar. Vamos ver como vai ser hoje durante o dia.
Boa quarta-feira a todos, porque para mim está difícil... kkkkkkkkkkkkkkkkk!
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Beneficios de parar de fumar
Pesquisando sobre o assunto, encontrei esse texto no site do Inca (Instituto Nacional de Câncer), www.inca.gov.br/tabagismo <http://www.inca.gov.br/tabagismo> que coordena o Programa de Controle de Tabagismo e Outros Fatores de Risco de Câncer no Brasil. Achei interessante e resolvi compartilhar com vocês:
O que você ganha parando de fumar
A pessoa que fuma fica dependente da nicotina. Considerada uma droga bastante poderosa, a nicotina atua no sistema nervoso central como a cocaína, heroína, álcool, com uma diferença: chega ao cérebro em apenas 7 a 19 segundos. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades tendem a ser menores a cada dia.
As estatísticas revelam que os fumantes comparados aos não fumantes apresentam um risco
* 10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão
* 5 vezes maior de sofrer infarto
* 5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar
* 2 vezes maior de sofrer derrame cerebral
Se parar de fumar agora...
* após 20 minutos sua pressão sangüínea e a pulsação voltam ao normal
* após 2 horas não há mais nicotina no seu sangue
* após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza
* após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta a comida melhor
* após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação sanguínea melhora
* após 10 anos o risco de sofrer infarto do coração será igual ao de quem nunca fumou, e o risco de desenvolver câncer de pulmão cai à metade.
* após 20 anos o risco de desenvolver câncer de pulmão será quase igual ao de quem nunca fumou.
Quanto mais cedo você PARAR DE FUMAR menor o risco de adoecer. Quem NÃO fuma aproveita MAIS a vida!
Lembrando que o Instituto em parceria com o governo federal e também os governos estaduais promove diversos programas de apoio a quem quer parar de fumar, procure nos centros de saúde.
Fonte: www.inca.gov.br/tabagismo
O que você ganha parando de fumar
A pessoa que fuma fica dependente da nicotina. Considerada uma droga bastante poderosa, a nicotina atua no sistema nervoso central como a cocaína, heroína, álcool, com uma diferença: chega ao cérebro em apenas 7 a 19 segundos. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades tendem a ser menores a cada dia.
As estatísticas revelam que os fumantes comparados aos não fumantes apresentam um risco
* 10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão
* 5 vezes maior de sofrer infarto
* 5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar
* 2 vezes maior de sofrer derrame cerebral
Se parar de fumar agora...
* após 20 minutos sua pressão sangüínea e a pulsação voltam ao normal
* após 2 horas não há mais nicotina no seu sangue
* após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza
* após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta a comida melhor
* após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação sanguínea melhora
* após 10 anos o risco de sofrer infarto do coração será igual ao de quem nunca fumou, e o risco de desenvolver câncer de pulmão cai à metade.
* após 20 anos o risco de desenvolver câncer de pulmão será quase igual ao de quem nunca fumou.
Quanto mais cedo você PARAR DE FUMAR menor o risco de adoecer. Quem NÃO fuma aproveita MAIS a vida!
Lembrando que o Instituto em parceria com o governo federal e também os governos estaduais promove diversos programas de apoio a quem quer parar de fumar, procure nos centros de saúde.
Fonte: www.inca.gov.br/tabagismo
Primeiro Post, 3○ dia
Olá pessoas, tudo bom?
Eu já tinha tentando fazer um blog de ex-fumante antes mas, assim que comecei a escrever, tive recaídas e não achei certo continuar escrevendo. Desta vez irei escrever desde o começo e vou contar como tem sido os meus dias, as mudanças de humor, disposição, paladar, etc...
Neste primeiro post, gostaria de fazer um breve resumo de como comecei a fumar e como foi durante todo esse tempo:
Desde criança tenho contato com cigarro através dos meus pais. Meu pai, que hoje é ex-fumante (depois conto a história) e minha mãe, sempre fumaram perto de nós (somos três filhos). Mas eu sinceramente acho que isso não influencia em nada a decisão de alguém em fumar. Eu mesmo comecei a fumar com o pessoal do colégio, com meus 13 ou 14 anos. Fumava porque achava bonito e as meninas gostavam. Ia para a porta do shopping e fumava 3, 4 cigarros quando as mulheres mais velhas saíam do shopping para parecer importante. E o pior é que realmente parecia! Na minha época (e isso tem 15 ou 16 anos), fumar ainda era permitido em quase todos os lugares e era sim visto com um hábito de pessoa mais séria.
Depois disso meu companheiro de cigarro na porta do shopping resolveu parar de fumar (recentemente descobri que ele voltou a fumar depois dos 25 anos) e eu me vi sozinho na "curtição" do cigarro. Nessa época eu já saía para as festinhas e aí comecei a fumar cigarro de baile (aquele do cheiro insuportável que só quem gosta é que está fumando). Alguns outros amigos à época também fumavam e a gente fumava somente quando ia para as festinhas e tomávamos Sangue de Boi ou Catuaba Selvagem.
Daí para o vício foi um pulo. Aos 16 eu contei para minha mãe que estava fumando e ela tomou, ao meu ver, a melhor atitude que podia. Me lembro até hoje que estávamos na área de fora da casa que morávamos e ela pegou uma carteira de cigarro e jogou em cima da mesa, dizendo que se eu queria fumar, então que fumasse. Claro que não acendi nenhum cigarro naquela hora. Só fui fumar o primeiro cigarro na frente dos meus pais quando estávamos na Pousada do Rio Quente em uma festinha, todos bebendo e eu pedi um cigarro para minha mãe. Meu irmão mais velho ficou tão bravo que subiu para o quarto e eu fiquei ali fumando e bebendo, me achando o cara mais descolado da festinha.
Depois de muito tempo fumando escondido em banheiro, atrás da churrasqueira, depois do colégio, antes do colégio, etc... Agora eu podia fumar onde eu quisesse. Mas agora o cigarro já não tinha mais glamour, ninguém achava o cigarro mais "maneiro" e fumar agora era só um vício. E assim se passaram 11 anos de vício em cigarro, fumando até uma carteira por dia.
Foi então que minha mãe apareceu com uma ideia genial lá em casa. Que todos parássemos juntos de fumar com a ajuda de remédios e de um neurologista. Fomos eu, minha mãe e meu irmão ao Doutor, fomos "analisados" e saímos de lá com a receita para os remédios "milagrosos". Compramos o Bup, Nicorette e um outro que eu não me recordo o nome mas que depois irei postar para vocês. Minha mãe abandonou o tratamento em menos de uma semana e continuamos somente eu e meu irmão. Fiquei quase 8 meses sem fumar um cigarro! Mas tinha uma coisa que me incomodava muito! Eu não queria parar de fumar! Eu gostava de cigarro, eu queria continuar fumando! Essa foi uma ideia da minha mãe, porque cargas d'água eu deveria ter parado? E aí a ideia de sentir a fumaça do cigarro foi crescendo e a vontade aumentando. Fumei um cigarro somente, depois de uma bebedeira, "só para lembrar o gosto". Doce ilusão... cigarro é droga forte demais! Rapidinho voltei a fumar nos moldes de antigamente.
Mas como é a vida, né? Eu decidi parar de fumar! Eu! Eu não decidi parar de fumar hoje, nem ontem nem no réveillon, quando a gente faz as promessas mais impossíveis do mundo e acha que vai conseguir cumprir! Começou no fim de 2012 quando eu comecei a correr com um amigo do trabalho que sempre me incentivou. Apesar de não ter durado muito meu treinamento, gostei da ideia. E durante o ano passado inteiro eu tentava correr mas o fôlego já não era mais o mesmo havia tempos. Aí eu decidi reduzir o cigarro (e também a bebida, mas aí é outro post) e, depois de pouco mais de 2 semanas, eu consegui "correr" por 10 minutos seguidos. Eu não sei há que ponto isso é difícil para quem está lendo isso, mas para mim, correr 10 minutos era algo inimaginável! Claro, jogando futebol eu passava mais de 1 hora "fazendo exercício", mas não correndo ininterruptamente. A última vez que fiz isso devia ter 14 ou 15 anos quando corria no Lago Norte.
Mas a vontade de correr só me fazia querer reduzir o cigarro! Eu não queria parar de fumar. Conheço muitas pessoas próximas que correm e fumam, além de sabem que existem grandes atletas que fumam. Então fazer esporte e continuar fumando não era algo impossível. Foi quando a minha filha, Letícia, resolveu colocar um lápis na boca e fingir que estava fumando. Me lembrei de quando era uma criança e fingia fumar, achando lindo, sem ideia de que hoje estaria aqui, com 29 anos (novo, graças a Deus!), batalhando para parar de fumar e ter uma vida melhor! Eu nunca me vi como exemplo de ninguém na minha vida, em nada! Aí eu vou me tornar um exemplo para a pessoa mais importante da minha vida, minha filha, logo na pior coisa que eu faço? Não vai rolar...
Então, pessoal, como eu li muito sobre o assunto e uma das atitudes mais recomendadas é de que a gente mantenha todos a nossa volta cientes da nossa decisão de parar de fumar, eu vou manter vocês atualizados.
Hoje é o 3º dia que eu não fumo! Mas o que são 3 dias perto de uma vida inteira, né? Da minha e da Letícia! =)
Aproveitem que ainda não fui acometido de momentos de fúrias incontroláveis, mau humor repentino e ansiosidade ilimitada e aproveitem o post, amanhã tem mais.
Eu já tinha tentando fazer um blog de ex-fumante antes mas, assim que comecei a escrever, tive recaídas e não achei certo continuar escrevendo. Desta vez irei escrever desde o começo e vou contar como tem sido os meus dias, as mudanças de humor, disposição, paladar, etc...
Neste primeiro post, gostaria de fazer um breve resumo de como comecei a fumar e como foi durante todo esse tempo:
Desde criança tenho contato com cigarro através dos meus pais. Meu pai, que hoje é ex-fumante (depois conto a história) e minha mãe, sempre fumaram perto de nós (somos três filhos). Mas eu sinceramente acho que isso não influencia em nada a decisão de alguém em fumar. Eu mesmo comecei a fumar com o pessoal do colégio, com meus 13 ou 14 anos. Fumava porque achava bonito e as meninas gostavam. Ia para a porta do shopping e fumava 3, 4 cigarros quando as mulheres mais velhas saíam do shopping para parecer importante. E o pior é que realmente parecia! Na minha época (e isso tem 15 ou 16 anos), fumar ainda era permitido em quase todos os lugares e era sim visto com um hábito de pessoa mais séria.
Depois disso meu companheiro de cigarro na porta do shopping resolveu parar de fumar (recentemente descobri que ele voltou a fumar depois dos 25 anos) e eu me vi sozinho na "curtição" do cigarro. Nessa época eu já saía para as festinhas e aí comecei a fumar cigarro de baile (aquele do cheiro insuportável que só quem gosta é que está fumando). Alguns outros amigos à época também fumavam e a gente fumava somente quando ia para as festinhas e tomávamos Sangue de Boi ou Catuaba Selvagem.
Daí para o vício foi um pulo. Aos 16 eu contei para minha mãe que estava fumando e ela tomou, ao meu ver, a melhor atitude que podia. Me lembro até hoje que estávamos na área de fora da casa que morávamos e ela pegou uma carteira de cigarro e jogou em cima da mesa, dizendo que se eu queria fumar, então que fumasse. Claro que não acendi nenhum cigarro naquela hora. Só fui fumar o primeiro cigarro na frente dos meus pais quando estávamos na Pousada do Rio Quente em uma festinha, todos bebendo e eu pedi um cigarro para minha mãe. Meu irmão mais velho ficou tão bravo que subiu para o quarto e eu fiquei ali fumando e bebendo, me achando o cara mais descolado da festinha.
Depois de muito tempo fumando escondido em banheiro, atrás da churrasqueira, depois do colégio, antes do colégio, etc... Agora eu podia fumar onde eu quisesse. Mas agora o cigarro já não tinha mais glamour, ninguém achava o cigarro mais "maneiro" e fumar agora era só um vício. E assim se passaram 11 anos de vício em cigarro, fumando até uma carteira por dia.
Foi então que minha mãe apareceu com uma ideia genial lá em casa. Que todos parássemos juntos de fumar com a ajuda de remédios e de um neurologista. Fomos eu, minha mãe e meu irmão ao Doutor, fomos "analisados" e saímos de lá com a receita para os remédios "milagrosos". Compramos o Bup, Nicorette e um outro que eu não me recordo o nome mas que depois irei postar para vocês. Minha mãe abandonou o tratamento em menos de uma semana e continuamos somente eu e meu irmão. Fiquei quase 8 meses sem fumar um cigarro! Mas tinha uma coisa que me incomodava muito! Eu não queria parar de fumar! Eu gostava de cigarro, eu queria continuar fumando! Essa foi uma ideia da minha mãe, porque cargas d'água eu deveria ter parado? E aí a ideia de sentir a fumaça do cigarro foi crescendo e a vontade aumentando. Fumei um cigarro somente, depois de uma bebedeira, "só para lembrar o gosto". Doce ilusão... cigarro é droga forte demais! Rapidinho voltei a fumar nos moldes de antigamente.
Mas como é a vida, né? Eu decidi parar de fumar! Eu! Eu não decidi parar de fumar hoje, nem ontem nem no réveillon, quando a gente faz as promessas mais impossíveis do mundo e acha que vai conseguir cumprir! Começou no fim de 2012 quando eu comecei a correr com um amigo do trabalho que sempre me incentivou. Apesar de não ter durado muito meu treinamento, gostei da ideia. E durante o ano passado inteiro eu tentava correr mas o fôlego já não era mais o mesmo havia tempos. Aí eu decidi reduzir o cigarro (e também a bebida, mas aí é outro post) e, depois de pouco mais de 2 semanas, eu consegui "correr" por 10 minutos seguidos. Eu não sei há que ponto isso é difícil para quem está lendo isso, mas para mim, correr 10 minutos era algo inimaginável! Claro, jogando futebol eu passava mais de 1 hora "fazendo exercício", mas não correndo ininterruptamente. A última vez que fiz isso devia ter 14 ou 15 anos quando corria no Lago Norte.
Mas a vontade de correr só me fazia querer reduzir o cigarro! Eu não queria parar de fumar. Conheço muitas pessoas próximas que correm e fumam, além de sabem que existem grandes atletas que fumam. Então fazer esporte e continuar fumando não era algo impossível. Foi quando a minha filha, Letícia, resolveu colocar um lápis na boca e fingir que estava fumando. Me lembrei de quando era uma criança e fingia fumar, achando lindo, sem ideia de que hoje estaria aqui, com 29 anos (novo, graças a Deus!), batalhando para parar de fumar e ter uma vida melhor! Eu nunca me vi como exemplo de ninguém na minha vida, em nada! Aí eu vou me tornar um exemplo para a pessoa mais importante da minha vida, minha filha, logo na pior coisa que eu faço? Não vai rolar...
Então, pessoal, como eu li muito sobre o assunto e uma das atitudes mais recomendadas é de que a gente mantenha todos a nossa volta cientes da nossa decisão de parar de fumar, eu vou manter vocês atualizados.
Hoje é o 3º dia que eu não fumo! Mas o que são 3 dias perto de uma vida inteira, né? Da minha e da Letícia! =)
Aproveitem que ainda não fui acometido de momentos de fúrias incontroláveis, mau humor repentino e ansiosidade ilimitada e aproveitem o post, amanhã tem mais.
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